É bem conhecido o método de construção de pontes de arco, há milhares de anos utilizado pelo homem. Foi grande a contribuição dos Romanos para o desenvolvimento deste tipo de construções, tendo encontrado soluções para os problemas de estabilidade. Estas soluções puderam ser aplicadas de forma idêntica em monumentos de grandes dimensões, edificados por todo o Mundo e que ainda hoje se mantêm sólidos.
Para uma abordagem pedagógica desta técnica, foi adquirido para o Gabinete de Física um modelo de ponte deste tipo, constituído por quatro arcos. Cada um deles é composto por trinta pequenos blocos, cortados segundo uma geometria tal que permite justapô-los, de modo a repartirem entre si as forças de pressão quando solicitados pelo seu peso, impedindo que o conjunto caia. Para a construção de cada um dos arcos, existe um modelo de arco sobre o qual se vai colocando sucessivamente cada um dos pequenos blocos, sendo o modelo retirado quando a construção estiver concluída. Durante a construção, o modelo fica apoiado sobre dois pilares, os quais servirão de suporte para a ponte.
Depois da construção estar completa, é possível colocar um objecto relativamente pesado sobre o arco da ponte sem que esta caia. Nestas condições é maior a força de pressão entre os blocos, o que faz com que aumente ainda a estabilidade do conjunto.
Este modelo foi fabricado em Londres por E. M. Clarke.